Relação entre eventos estressores e marcadores inflamatórios em adultos jovens da coorte de nascimentos de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 1993
Metadados
Tipologia documental
Título
Relação entre eventos estressores e marcadores inflamatórios em adultos jovens da coorte de nascimentos de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 1993
Autores
Hellena Vieira, Bruna Gonçalves C. da Silva, Fernando C. Wehrmeister, Ana M. B. Menezes, Isabel Oliveira, Helen Gonçalves
Resumo
O estresse crônico está associado a diversas morbidades, mas seus efeitos fisiológicos ainda demandam maior compreensão, especialmente em relação a biomarcadores inflamatórios. Este estudo investigou a associação entre eventos estressores e níveis médios de proteína-C reativa (PCR) e interleucina-6 (IL-6), transversalmente (aos 18 e 22 anos) e longitudinalmente (exposição aos 18 e desfecho aos 22 anos). Foram incluídos participantes da coorte de nascimentos de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, de 1993, com dados completos nas duas idades (n = 2.871 aos 18 anos; n = 2.444 aos 22 anos). A exposição foi avaliada como número de eventos estressores (nenhum, 1, ≥ 2) e em grupos de eventos estressores (6 grupos aos 18 anos; 8 grupos aos 22 anos). Modelos de regressão linear avaliaram as associações, incluindo análise de interação por sexo. As associações não estratificadas foram nulas ou controversas. Após estratificação por sexo, observaram-se associações transversais: aos 22 anos, homens expostos a abuso físico apresentaram níveis mais elevados de PCR (β logPCR: 0,41, IC95%: 0,04; 0,78) e IL-6 (β logIL-6: 0,26, IC95%: 0,06; 0,46) do que os não expostos; aos 18 anos, mulheres expostas a mudanças indesejadas tiveram maiores níveis de IL-6 (β: 0,15, IC95%: 0,02; 0,28), enquanto aos 22 anos, aquelas com problemas nas relações apresentaram níveis mais baixos de PCR (β: -0,15, IC95%: -0,29; -0,01) em comparação às não expostas. Os resultados sugerem que o impacto dos eventos estressores na inflamação varia conforme o tipo de eventos estressores, idade e sexo, possivelmente refletindo diferenças em mecanismos biopsicológicos.
Editora científica
Data
DOI do documento
Idioma
Português
Palavras-chave
Inflamação; Estresse Psicológico; Adolescente; Jovem Adulto

